Interrupção de chamada

Hoje, o BMW X2 está isolado. Mantém certa originalidade, mas, menos de cinco anos depois de seu lançamento, parece ser o mais datado da marca.

De fato, os irmãos Série 2 Active Tourer e X1 foram recentemente renovados profundamente, principalmente na interface homem-máquina.

Além disso, mesmo a roupagem de crossover-SUV – a altura dele é de só 1,53 metro – faz do X2 uma “mosca branca” se comparado aos demais SUVs, até maiores, na tabela de preços da BMW (e isso, inclusive, o tirou do mercado brasileiro).

De qualquer modo, a julgar pelas mulas de teste da marca alemãque ajudaram a fazer as projeções mostradas aqui, o X2 não ficará longe deles.

Todas as inovações de design, conteúdo e tecnologia dos irmãos chegariam ao novo X2 ainda este ano. Tal transição deve coincidir com uma mudança de categoria – do crossover para SUV-cupê: uma racionalização da gama, na qual o “rebelde” X2 se alinharia visualmente aos maiores X4 e X6.

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Ao mesmo tempo, a numeração par corresponde, via de regra, à variante esportiva do modelo “normal” (no caso, o X1). O design, então, ainda teria um papel fundamental: a frente vertical e imponente emprestada do X1 seria acompanhada de uma lateral esticada e, sobretudo, de uma “cauda” mais alongada, como no X4, com a traseira “truncada” e a janela bem inclinada.

Este volume traseiro mais generoso permite aumentar o porta-malas – de novo, como no Fiat Fastback. Talvez, nas colunas traseiras, este futuro esportivo ainda tenha o logo da hélice visto no X2 – e que havia sido usado, na virada dos anos 70, em carros de alto impacto como o 2.0 C/CS e o 3.0 CS/CSL.

Pode-se deduzir também, pelas mulas, que o tamanho do X2 deve crescer, como aconteceu no X1. Em comprimento, pode passar de atuais 4,36 m (pouco mais que um HR-V) para 4,50 m (mais que no Jeep Compass).

BMW X2: A CABINE

Sair do atual BMW X2 e embarcar no futuro será uma surpresa. Até porque, em vez da instrumentação analógica e do monitor central “tipo tablet”, ele terá display curvo, como os irmãos: um conjunto eficaz, que integra em um único elemento a instrumentação de 10,3” e o sistema multimídia/de informações de 10,7”. Este último terá sistema 8.0, com comandos de voz avançados e novos serviços.

Haverá poucas teclas físicas no console, e bem concentradas. Além disso, o carregador sem fio quase certamente ficará na vertical, oferecendo uma tela a mais para ficar de olho em informações adicionais.

O túnel central também deve seguir o desenho visto no novo X1, com dois andares: em uma plataforma elevada de fácil acesso, sem o botão do iDrive, ficarão o comando câmbio e o seletor dos modos de ambientação da cabine.

O espaço a bordo deve aumentar bastante, em benefício da habitabilidade e do conforto – o espaço interno era um ponto fraco do primeiro X2.

A tampa afunilada, a janela traseira inclinada e a traseira truncada devem ser características típicas do futuro X2, seguindo a “escola” dos SUV-cupês da marca

Usando a plataforma FAAR de tração dianteira, uma evolução da UKL II, o X2 terá, ainda, uma versão xDrive (tração integral), sempre com a transmissão de dupla embreagem e sete marchas.

Quanto aos motores, terá unidades a gasolina e a diesel (Europa) de três e quatro cilindros, com ou sem sistema híbrido leve.

Não faltarão plug-ins, em versões de 250 e 330 cv. Já a variante M pode ter motor a combustão (2.0 turbo?) e uma versão a bateria.

Abaixo, o modelo atual para comparação:

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