Interrupção de chamada

O Mercedes-AMG GLC 43 4Matic Coupé abre mão da filosofia “One Man, One Engine” (um homem, um motor) e o propulsor V6 3.0 biturbo não é montado artesanalmente tampouco ostenta a plaquinha com a assinatura do engenheiro responsável – uma característica intrínseca dos carros puro-sangue de Affalterbach. Só que em trabalho ao câmbio automático 9G-Tronic de nove velocidades surgem 390 cv de potência e 520 Nm (53 kgfm) entre 2.500 e 5.000 rpm.

São números para incomodar tanto o BMW X4 M40i quanto o Porsche Macan GTS – o mais poderoso deles, com 440 cv e 550 Nm (56,1 kgfm). De todo modo, o Mercedes-AMG GLC 43 4Matic Coupé surpreende pelo equilíbrio.

Antes, com 367 cv, ele pulou para 390 cv a partir de 2019. Ao volante, o turbolag (aquele atraso antes de o turbocompressor pegar para valer) é pequeno ao passo que a potência-específica de 130,2 cv/litro junto da relação peso-potência de 4,62 kg/cv resultam no 0 a 100 km/h feito em rápidos 4,9 segundos, enquanto crava 250 km/h de máxima (limitada eletronicamente).

Embora não seja atômico, a exemplo do que era a variante 63 S Coupé, trata-se de um SUV-Cupê que desconhece os 1.875 quilos (peso em ordem de marcha). E ao pressionar o pedal do acelerador a transmissão catapulta da nona para a quarta marcha transmitindo altas doses de fôlego.

O ronco do seis cilindros em “V” (nomenclatura M276) com o escape esportivo acionado é um capítulo à parte e as mudanças sequenciais ocorrem pelas borboletas atrás do volante – as trocas são acompanhadas de “pipocos” emitidos pelas quatro saídas de escape.

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Indo na estrada a 100 km/h em nona marcha a agulha do conta-giros repousa pouco acima das 1.000 rpm contribuindo no conforto acústico e no consumo. Aliás, durante a nossa convivência, o computador de bordo informou médias de 8,8 km/l (cidade) e de 12,5 km/l (estrada). 

As suspensões possuem amortecimento ajustável e ficam macias ou firmes ao passear pelos modos de condução (Comfort, Pisos Escorregadios, Individual, Sport e Sport+). No primeiro, o Mercedes-AMG entrega reações comedidas com as marchas passadas em giros baixos e, no ciclo urbano, sendo possível trafegar a 70 km/h em sétima ou oitava marcha, dependendo da carga aplicada no pedal do acelerador.

Mercedes-AMG GLC 43 4Matic Coupé
Os programas de condução podem ser selecionados tanto pelo volante quanto pela tecla no console central (Foto: Roberto Assunção)

Já ao mudar para o Sport+ é liberado todo o poderio mecânico e as suspensões se enrijecem, mas não ao ponto de incomodar. Outras qualidades aparecem na baixa rolagem da carroceria nas curvas contornadas mais rapidamente, assim como na rapidez ao esterço/retorno da caixa de direção assistida eletricamente.

A tração integral sob demanda reparte 69% da força no eixo traseiro e 31% no dianteiro ao passo que o contato com o chão é assegurado pelos largos pneus Continental ContiSport Contact 5P de medidas 255/40 R21 (frente) e 285/35 R21 (atrás), o que demanda atenção aos buracos ou remendos no asfalto.

Mercedes-AMG GLC 43 4Matic Coupé
Foto: Roberto Assunção

O tempo chega para todos

O Mercedes-Benz GLC 43 4Matic Coupé emprega a base MRA1 (do Classe C W205 e do GLC SUV, por exemplo) e a cabine já demonstra os sinais do tempo – lá fora, temos uma nova geração (leia mais).

A ergonomia mostra os comandos à mão, porém, leva um tempo para se acostumar com eles. Os controles dos bancos frontais aquecíveis vão nas laterais de portas, uma clássica posição dentro do universo dos automóveis da Mercedes-Benz.

A interface MBUX (Mercedes-Benz User Experience) reúne uma tela de 12,3” dedicada ao quadro de instrumentos (com três modos de visualização) e outra de 10,25” para exibir as informações do multimídia com Android Auto/Apple CarPlay por fio.

Embora a cabine mostre os traços do Classe C W205, em um carro de mais de R$ 700.000, obviamente, ela capricha no luxo a exemplo dos acabamentos em alumínio/carbono, do teto solar panorâmico e do pacote de iluminação ambiente configurável.

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Quem viaja atrás encontra espaço para as pernas/joelhos por conta dos 2,873 m de entre-eixos, mas as pessoas com alta estatura podem raspar a cabeça devido ao caimento do teto – a altura da carroceria é de 1,585 m (1,628 m na carroceria SUV). Já o porta-malas tem capacidade volumétrica de 500 litros (550 no SUV) indo a 1.400 litros após o rebatimento do banco traseiro.

Mercedes-AMG GLC 43 4Matic Coupé
Há espaço para as pernas/joelhos de quem viaja atrás, mas o túnel central elevado tira um pouco do conforto do quinto ocupante (Foto: Roberto Assunção)

Falando agora de segurança, a lista é composta por airbags frontais, laterais, de cortina e de joelhos para o motorista, sensores crepuscular/chuva, assistentes de partida em rampas/de faixas e à condução, assim como o sistema de câmeras 360º e o monitoramento da pressão dos pneus, para citar.


FICHA TÉCNICA

MERCEDES-AMG GLC 43 4MATIC COUPÉ
Preço básico: R$718.900
Carro avaliado: R$ 718.900

Mercedes-AMG GLC 43 4Matic Coupé
Motor: seis cilindros em V 3.0, 24V, duplo comando de válvulas com variação na admissão e no escape, biturbo, injeção direta
Cilindrada: 2996 cm³
Combustível:gasolina
Potência: 390 cv de 5.500 a 6.000 rpm
Torque: 520 Nm entre 2.500 e 5.000 rpm
Câmbio: automático sequencial, nove marchas
Direção:elétrica
Suspensões: Independentes, braços sobrepostos (d/t)
Freios: discos ventilados (d/t)
Tração: integral sob demanda
Dimensões: 4,729 m (c), 1,930 m (l), 1,585 m (a)
Entre-eixos: 2,873 m
Pneus: 255/40 R21 (d) e 285/35 R21 (t)
Porta-malas: 500 litros (1.400 litros com o banco rebatido)
Tanque: 66 litros
Peso: 1.875 kg
0-100 km/h:4s9
Velocidade máxima: 250 km/h
Consumo cidade: 6,8 km/l
Consumo estrada: 8,7 km/l
Emissão de CO²: 184 g/km
Nota do Inmetro:D
Classificação na categoria: E (Extra-grande)

 

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